Uivos, ganidos, gemidos, prazer,
Dor desespero, fé, saber.
Dançam solenes e constantes.
Valsam, bailam, avançam...
Me deixando roto, me fazendo torto
Só.
Ninguém ligou para mim...
Tudo passa.
A vida passa
As ondas passam.
Pessoas passaram.
Coisas passaram.
Eu, aqui estou.
A passar horas confusas
Absorto em luzes difusas
Numa ogiva de sensações.
O brado não mais retumba
E lado meu floreia a tumba
Dos réis da desilusão.
E, na eternidade deste instante,
Não posso girar a roda da vida
E redigir o derradeiro ato.
Mas o fato é que não posso fugir
De dizer “o sonho acabou”
E “achar que todos nós seríamos salvos pelo amor”
Não há outro meio do poema acabar, ou há?
Mantendo o compromisso de postar um texto por semana, coloco este poema também do livro inédito "Contos, crônicas e outros bichos". É um texto de março de 1997. Raro, pois poucas vezes escrevi poemas. Menos do que peças de teatro e bem menos do que crônicas e contos. Boa leitura! Boa semana!
ResponderExcluirEsse aí é bom. Coloquei no meu blog, se tiver problema avise.
ResponderExcluirNão. Tá na NET é do mundo...
ResponderExcluirAh! A propósito, Sandro, olhei lá e realmente não tinha nenhum comentário seu. Mas ainda queria saber sua opinião sobre as intenções de Disney com o vídeo.
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